quinta-feira, 21 de junho de 2012

CORRIDA DE CANOAS CAIÇARAS 2012, ENSEADA-UBATUBA

Mais uma vez temos a honra de convidar a todos os amigos da Canoa Caiçara para a III Corrida de Canoas - Pescadores da Enseada, 2012.
Este ano além das tradicionais provas de 1, 2 e 3 remos, também estaremos promovendo a super-oferta de inverno do nosso mexilhão de cultivo que será vendido "in natura" com 50% de desconto.  

Veja como chegar no link ao pé da página




fotos:  Marcelo Ambrogi e Janaína Zimmermann 
Praia da Enseada - Ubatuba

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DOCUMENTÁRIO "CANOA CAIÇARA" REGISTRA O UNIVERSO DA CANOA DE UM SÓ PAU

Dentro do projeto Com Quantas Memórias se Faz uma Canoa, foi realizado o documentário Canoa Caiçara que de maneira poética registra o universo material e simbólico dos pescadores artesanais de canoa a remo.
A importância da canoa como veículo que carrega em suas linhas habilmente entalhadas por poucos mestres canoeiros ainda em atividade em Ubatuba, São Paulo, é capturada por depoimentos de vários mestres, Seu Domingos da Sete Fontes e seu Filho Renato Bueno, Maximiliano do Cambury, Seu Filhinho da Picinguaba, Seu Gino da Barra Seca e Nélio, e o grande mestre do litoral norte o Baéco, filho do Seu Agrício Neri Barbosa do Ubatumirim, o mais renomado mestre canoeiro da região.


Foto: Peter Santos Németh - Ico/Enseada

De modo quase didático, o diretor Luiz Bargmann extrai naturalmente destes mestres, técnicas empíricas que só podem ser passadas de geração em geração através da oralidade.
O vídeo completo está disponível no endereço:
http://www.fau.usp.br/intermeios/pagina.php?id=43
Atualmente o modo de fazer da canoa caiçara e os saberes e fazeres dos Mestres Canoeiros estão em fase de registro junto ao IPHAN para serem reconhecidos como Bem Cultural Imaterial Brasileiro.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CULTURA CAIÇARA ALCANÇA O MUBE PELAS LENTES DE CRISTINA PROCHASKA

Estará no MuBE, (Museu Brasileiro de Escultura), de 23 de maio a 2 de junho a exposição PHOTO GRAPHIAS de Cristina Prochaska.

Cristina neste trabalho mostra detalhes das embarcações dos caiçaras, canoas e barcos de pesca compondo com as cores, formas e curvas imagens quase abstratas.

Muitas imagens expostas no MuBE foram captadas nas areias da Praia da Enseada em Ubatuba-SP onde a família de Cristina construiu um grande vínculo desde os anos 50, convivendo integrada com a comunidade de pescadrores caiçaras locais.

Algumas fotos mostram a beleza dos remos caiçaras, esculpidos com maestria pelos pescadores caiçaras. A forma do remo caiçara é uma herança indígena, que os usavam também como lança.

Remo esculpido em guacá, por Maximiliano do Cambury.

“Sou apaixonada por esculturas flutuantes, talhadas artesanalmente, e homens e mulheres que tiram do mar seu sustento. Essa gente é minha inspiração, tenho muito respeito e admiração por esse povo”, explica Cristina. Para ela, a máquina e um par de lentes na bolsa são suficientes. “Fechei o foco, o plano, busquei as formas, cores e texturas sólidas, marcadas pelo tempo e pela água salgada. Foi um desafio interessante tirar o ‘Mar’, o fundo infinito natural desses objetos fascinantes – os barcos, verdadeiras esculturas flutuantes.”


Remo esculpido em canelinha por Pedro Costa, da Ilha Vitória.


"PHOTO GRAPHIAS", DE CRISTINA PROCHASKA
QUANDO
: de 23/5 a 2/6; de ter. a dom., das 10h às 19h
ONDE: MuBE (av. Europa, 218, São Paulo, tel. 11 2594-2601)
QUANTO: entrada gratuita


fonte: http://mube.art.br/expos/photo-graphias/
fotos: Peter Santos Németh

quinta-feira, 17 de maio de 2012

REGISTRO DA PAISAGEM CAIÇARA - A PINTURA E O SKATE DE CRISTIANO MENDES

Eternizando o planeta contemporâneo!

"Relatar o que os olhos podem ver... eternizar o presente... lugares que ao futuro não pertencerão! O mundo em mutação... retratos fiéis, paradisíacas paisagens, de um lugar chamado Ubatuba... de um jovem artista caiçara... Cristiano Mendes.”

                                Mais telas em: http://www.flickr.com/photos/cristianomendes/

Caiçara, o jovem artista plástico Cristiano Vieira Mendes, nasceu no centro do município de Ubatuba. A veia artística é hereditária: seu pai D’Águas já deixou sua marca por toda a cidade. Desde muito pequeno, Cristiano gostava de pincelar. Na adolescência, acompanhava seu pai nos trabalhos de pintura de letreiros em muros, adquirindo intimidade com pincéis, tintas e grandes painéis. Aos 17 anos, resolveu ousar e pintou sua primeira tela “Marinha”, retratando os barcos da Barra. Ele diz que, quando iniciou, seu trabalho tinha traços primitivistas e que quase sempre pintava imagens reproduzidas por sua imaginação. A paixão pela arte tomou conta de seu ser, assim resolveu ir em busca de técnicas, pois no início pintava com látex sobre eucatex. Foi quando procurou orientação do artista plástico e professor Pauli Gil. Com o tempo, ele passou a pintar em óleo sobre tela e desenvolveu sua própria técnica descobrindo também sua verdadeira linha: a arte classificada com hiper-realismo, ou seja, cópia perfeita do real. Cristiano tira fotos da paisagem e passa a retratá-las fielmente em suas cores e formas. Uma das suas características quase sempre são telas de grande dimensão; no geral, medem 1,20 x 90 a 1,70 x 90, confeccionadas pelo próprio artista. Uma obra para ficar pronta dura em média de uma a duas semanas. Ele disciplinou-se em seu trabalho e o faz de quatro a cinco horas diárias, sempre na parte da manhã em função da luz solar. Cristiano sempre sonhou em fazer uma faculdade, onde pudesse especializar-se, porém a dificuldade financeira não permitiu por momento realizar este sonho, assim ele transformou-se em um grande autodidata, e agora está buscando novas experiências, surgindo figuras de natureza morta, animais e flores.
O artista sabe que tem muito para aprender, pois ainda é muito jovem, porém é muito dedicado no que faz e mostra-se bem maduro em relação a arte. Ele já participou do Mapa Cultural do Estado de São Paulo, do Mapa Cultural do Banco Itaú e diversas exposições coletivas na Fundart. Através do estilista e apresentador Clodovil, que adquiriu duas telas suas, teve uma delas exposta no programa de televisão Band e outra na Rede Mulher. Cristiano, como todos os artistas locais, lamenta não ter um espaço coletivo para que todos possam trabalhar, além de ser um atrativo para os turistas que teriam um endereço certo. Ele diz: “Infelizmente, falta incentivo cultural!”.

Cristiano revela: “Eu optei por retratar imagens que eu sei que no futuro não estarão mais assim. Esta é a única chance das pessoas saberem o mundo belo em que ainda vivemos”.

Prêmios: Menção Honrosa - 23o Salão de Arte ACSP Pinheiros 2010. "Pescando o Futuro"
              Prêmio Aquisição - 9º Salão Nacional de Belas Artes de Ubatuba 2011. "O Resgate da Arte"
assista em: http://www.youtube.com/watch?v=QoCtY2g_Fgw

Artista Plástico nascido em Ubatuba-SP. Realiza trabalhos de paisagem em óleo sobre tela que retratam cenas cotidianas da Cultura Caiçara.
Muito influenciado pelo mar, canoas e barcos que fizeram parte de sua infância ao lado de seu avô Zé Capão, notável pescador artesanal da Região.
Ao mesmo tempo possui grande plasticidade para desenvolver outros temas como natureza morta, flores, animais e abstratismo também.
Em 1998 foi destaque na televisão ao pintar a Praia do Promirim que fez parte da cenografia do Programa do apresentador Clodovil Hernandes, o qual considera seu padrinho artistístico.
O realismo de suas pinceladas já foi destaque em Salões de Artes Plásticas do Litoral Norte de SP, resultando em premiações relevantes (Ilha Bela e Ubatuba).
Cristiano Mendes também agita a cena do skate no município de Ubatuba, onde coordenou a Escolinha de Skate.

fontes: http://www2.uol.com.br/jornalasemana/edicao186/cultura.htm
http://www.flickr.com/people/cristianomendes/
http://www.ubatuba.sp.gov.br/noticias/view.php?id=1213
http://www.fundart.com.br/Destaques/9o-salao-nacional-de-belas-artes-de-ubatuba-exposicao-aberta-ate-o-dia-06-de-novembro.html

terça-feira, 15 de maio de 2012

A MAIOR CANOA CAIÇARA DE UBATUBA

A MAIOR CANOA DE UBATUBA.

Esta maravilhosa obra da engenharia empírica Caiçara, é uma canoa esculpida de um jequitibá imenso. Com  1,34m de boca e 9,60m de comprimento é uma obra prima, esculpida pela família Neri Barbosa (vídeo).
Na foto, meu amigo e professor Élvio de Oliveira Damásio, Mestre Caiçara legítimo, mostra a proporção da monóxila. As duas outras canoas emborcadas são de tamanho normal (três palmos de boca) e foram esculpidas de um guapuruvu carregado pela enchente do rio.
Conheça também a GIGANTE CANOA CUNHAMBEBE, da praia da Almada.



Fotos: Peter Santos Németh

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A CANOA INDÍGENA BRASILEIRA E AS HAABJAS DA ESTÔNIA

É interessante notar as semalhanças entre as técnicas construtuivas de canoas indígenas brasileiras como as dos Yanomamis amazônicos,   com as técnicas da europa oriental, das canoas denominadas Haabjas da região de Sooma, na Estônia. Ambas utilizam o fogo para alargar e moldar o corpo da canoa com o auxílio dos "barrotes" que são as madeiras colocadas dentro dos bordos para forçar o alargamento.
A diferença mais marcante seria a presença das "garras", (quillhas), na canoa estoniana mesmo que estas quilhas ocorram mais nas canoas marítimas, servindo para dar maior estabilidade e direção.
Enquanto que na canoa Yanomami, as garras não existem como normalmente ocorr nas canoas fluviais ou lacustres. 
Assista aos vídeos em:

Haabjas 1- http://www.youtube.com/watch?v=1Y3VunqO0Cs
             2- http://www.youtube.com/watch?v=3ify-3h5TFA

Yanomami 1- http://www.youtube.com/watch?v=uDX2BzUFQA4 




Fontes: HAABJAS - http://www.flickr.com/photos/soomaa/2780580734/in/photostream/  em 23-set-11
               YANOMAMI -  http://www.youtube.com/watch?v=uDX2BzUFQA4  em 20-set-11

sexta-feira, 11 de maio de 2012

CULTURA CAIÇARA EM PARATY - ILHA DO ARAÚJO


O programa Good News da RedeTv, registra a realidade típica da cultura caiçara contemporânea.
A valorização de um modo de vida simples, a importância da roça e do mar na formação cultural, os valores culturais novos e antigos, os conflitos de pesca locais, as alternativas de renda a ciranda elétrica.
São três blocos que retratam este cotidiano.

Foto: Peter Santos Németh - Praia da Enseada - Ubatuba -SP
ASSISTA AQUI:

1 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264336,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro
 Moradores lutaram contra o desmatamento que quase acabou com um dos principais biomas do território brasileiro. Para eles, a mata é um patrimônio a ser preservado, assim como as riquezas culturais da cidade histórica. Na Ilha do Araújo, onde fica a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, os moradores locais encontraram uma forma sustentável para a exploração do turismo local.


2 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264338,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro-2
 No segundo bloco, a comunidade local mostra que é possível misturar a ciranda tradicional com a moderna. Na costa da cidade, a ciranda high tech mostra que é possível fundir o gênero tradicional com as guitarras dos mais jovens. A partir da década de 70, o setor rural perdeu força, e muitas pessoas da roça tentaram a vida com atividades ligadas à pesca.


3 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264337,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro-3
Fugindo um pouco de Paraty, saiba que a região de Abrolhos abriga o maior banco contínuo de rodolitos do planeta. São quase 21 mil km quadrados de cores e formas. Já no tem central da reportagem, as cores do belo mar de Paraty variam entre verde e azul. Alguns moradores ainda vivem como os antigos caiçaras, que trabalhavam basicamente na roça e no mar. As casas locais são, na maioria, construídas de pau-a-pique, seguindo um tradição de gerações passadas.


Fonte: http://www.redetv.com.br/jornalismo/goodnews/  em 10-maio-12.