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quinta-feira, 14 de julho de 2016

QUE TAL SER PROIBIDO DE IR À PRAIA DE FORA?

Que tal ser proibido de ter acesso à Praia de Fora, Praia do Tapiá, Praia do Codóis e também ser proibido de pescar em todos os pesqueiros tradicinais da Ponta do Espia? Estão vendendo os pesqueiros: Praia do Tapiá, Costão Quebrado, Cafarnaum, Praia de Fora, Praia do Codóis, Ponta do Meio, Itapeva, Ponta do espia, Saco do Soldado, Pedrs do Cerco, Saco do Espia, Pedra do Arpoador, Saco da Piteira, Saco Grande, Poço Fundo, Cara Pro Mato, Porto Velho, Porto do Antônio Inácio, Pedra da Cadeira, Porto da Idália, Pedra do Morcego, Figueirinha, Porto da Cruz, Os Cafés, Pedra Rachada, Pedra da Laje, fora os do largo.

Atualizado em 30/01/17: ENTREVISTA COM ADRIANA MATTOSO aqui: http://www.informarubatuba.com/fundacao-florestal-adriana-mattoso

Aqui: 1- http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=34976
2- http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=31708

Aqui: http://canoadepau.blogspot.com.br/2013/10/os-perigos-das-trilhas-de-ubatuba.html

Aqui: http://coisasdecaicara.blogspot.com.br/2013/10/dia-de-andar.html

Aqui: 1- http://trekkingnamontanha.blogspot.com.br/2014/01/trilhas-e-praias-da-ponta-da-espia.html

2- https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/TrilhasEPraiasNaPontaDaEspiaUbatubaSPDez13

Aqui: 1- http://canoadepau.blogspot.com.br/2013/05/cetesb-sim-sim-sim.html
2- http://canoadepau.blogspot.com.br/2013/09/o-infeliz-destino-de-nossos-parques.html

Aqui: http://www.informarubatuba.com/#!gerco-mapa-consenso-ubatuba-conselho/c17mp

Aqui: https://www.facebook.com/AARCCA/posts/1763301877248195

Aqui: http://www.informarubatuba.com/grupo-setorial-mapa-zoneamento-ubatuba

Aqui: https://vejasp.abril.com.br/cidades/predios-dominam-praia-grande-em-ubatuba/

Estão privatizando os espaços públicos, bens comuns de uso do povo que foram "preservados" à custa de muita injustiça socioambiental para com o povo Caiçara.

"O 'meio ambiente' foi bom sabe pra quem? Pros... pros, cara...  que vieram pra explorá Ubatuba, assim, Caraguatatuba, todo o litoral, é os grileiro. Então isso foi bom. Então o 'meio ambiente' ele foi bom, pelos (para os) grileiros que apareceram. Mas pela classe que sempre respeitaram o 'meio ambiente', eles prejudicaram. Que é os pescador... é os antigo... é o roceiro, é o cara que sempre criou o filho com farinha e palmito... entendeu?" 
(Depoimento de pescador Caiçara, sexagenário, local da Ponta do Espia, anotação de campo em julho de 2016)

Foto: Rafael Santiago
Foto: Rafael Santiago


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

OS PERIGOS DAS TRILHAS DE UBATUBA

Mais uma vez faço menção ao Blog Coisas de Caiçara do meu amigo Zé Ronaldo que muito bem descreveu a importância turistico-antropológica  das trilhas e caminhos de servidão que dão acesso às praias e costeiras de Ubatuba.
Em 2007 quando foi feita mais uma tentativa de atualizar a Lei de Uso e Ocupação do Solo de Ubatuba (a LUOS) através do Projeto de Lei - PL 106, nós do grupo de trabalho da região Centro-Sul atentos a esta importância das trilhas, inserimos na Seção II - Das vias existentes e projetadas, o Item IV - Trilhas e Acessos Tradicionais com o seguinte regramento: Art. 26, §3 - As trilhas e acessos tradicionais também serão mapeadas e classificadas como interesse turístico/social sendo impedidas de intervenções que as descaracterizem em tamanho e largura, sendo permitidas intervenções brandas somente nos casos em que a segurança de turistas e moradores locais estiver comprometida.
Além disso também inserimos os seguintes itens fundamentais que não existiam no PL 106:
XL.São sítios pesqueiros e Aqüícolas são áreas onde são exercidas as atividade econômica da pesca  e da aqüicultura  conhecidos, nomeados, defendidos, delimitados e manejados pelos pescadores e aquicultores  em sua faina pesqueira, territórios de uso das sociedades pesqueiras a partir do trabalho e do conhecimento dos processos naturais que atuam neles.
XLI. uso sustentável, exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos de forma socialmente justa e economicamente viável.
XLII. populações tradicionais ,São consideradas populações ou comunidades tradicionais os grupos humanos culturalmente diferenciados, fixados numa determinada região, historicamente reproduzindo seu modo de vida em estreita dependência do meio natural para sua subsistência, notadamente os Caiçaras, os Quilombolas e os Indígenas.
XLIII. trilhas, são os caminhos ou picadas que dão acesso à pontos turísticos tradicionais ou não, caracterizados por permitir apenas o trânsito de pedestres.
XLIV. acessos tradicionais, são os caminhos ou picadas utilizados por comunidades tradicionais.
XLV. comunidade local, população de um bairro representada por sociedade civil organizada e não organizada.
Na oportunidade fiz um giro pela trilha da Ponta do Espia até as Toninhas registrando tudo com algumas fotos.



Percebe-se pelas fotos que antes, onde era um Caminho de Servidão, foram construídas ruas com calçamento e é gritante a descaracterização da Trilha de acesso a Praia do Tapiá que nesta época ainda estava aberta ao livre trânsito de pedestres como assegura nossa Constituição Federal.
Hoje esse Caminho de Servidão encontra-se fechado com cercas de arame farpado à revelia de nossa Carta Magna.
Foto: Julio César Mendes
Pior ainda, o próprio condomínio considera a Praia do Tapiá como uma praia "particular" conforme uma matéria da Revista Veja de 2009:
"Com 137 lotes (dos quais cerca de dez estão à venda) e 55 casas, o Condomínio Ponta das Toninhas virou reduto de bacanas. Localizados no alto de um morro, muitos dos terrenos têm vista cinematográfica para o mar. As casas, todas com mais de 400 metros quadrados de área útil, são negociadas a partir de 1 milhão de reais. "Usamos uma prainha exclusiva, com acesso por uma trilha que começa no loteamento", diz Filippo Frenda, presidente do condomínio. "Isso valoriza os imóveis."
Aliás a reportagem mostra muito bem qual é a "política" que rege nosso patrimônio ambiental em Ubatuba.
Até quando tudo isso poderá ser feito sem qualquer tipo de fiscalização ou providência cabível?
Como bem denunciou o Julinho Mendes em 2011: "Que esse grito seja ouvido pelas associações caiçaras e outras de interesses ecológicos e turísticos e principalmente pela promotoria pública de nosso país". Em http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=34976