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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
terça-feira, 12 de junho de 2018
Entrevistando o Mestre Canoeiro João Francisco - Mamanguá.
PROJETO REGISTRO DA CANOA CAIÇARA: Entrevista nº 01 em 5 de maio 2018
MESTRE CANOEIRO:
JOÃO FRANCISCO DO NASCIMENTO, BAIRRO DO BAIXIO, MAMANGUÁ, PARATY
IDADE: 60 ANOS, CASADO
CONSTRUTOR DE CANOA CAIÇARA E PESCADOR
Entrevistador: Antonio Carlos Diegues
Inicio da atividade de construtor de canoas com cerca de 20-25 anos, observando o Mestre Leonel, seu primo do Bairro do Cruzeiro em Mamanguá. “Só via ele trabalhá na canoa, mas não perguntava nada.” Depois começou a trabalhar na profissão com o irmão mais velho, seu Acácio, que já sabia fazer a canoa. A primeira canoa foi feita com “timbuíva” com 50-60 cm. de boca.
As madeiras mais usadas eram as de timbuíva, ingá ( a mais usada, pesada) caquera, canafístula, jequitibá (para canoas maiores, com motor), guapuruvú ( madeira leve, dura menos que as outras).
Ferramentas usadas: machado, enxó, plaina, arco de pua
Processo de produção:
1.Escolha da árvore no mato.
2.Derrubada da arvore e desgalhamento, preparo do tronco para a retirada da mata e transporte até o rancho onde se continua o feitio da canoa. O transporte é feito com a ajuda de vizinhos e parentes através do mutirão
3.Nivelamento da parte superior do tronco com machado
4.Colocação da linha de centro, fixada na proa e na popa. Coloca também duas linhas laterais, uma de cada lado, retirando a casca.
5.Prepara o “bergado” ou a “subida“ da proa e da popa.
7.Vira o tronco de bruço e cavuca o miolo do tronco
8.Para medir a espessura faz três buracos no fundo dianteiro, traseiro e meio.
9.O acabamento é feito com enxó e plaina.
Destino da canoa: quase sempre para uso próprio mas pode ser vendida se houver comprador.
Mudanças na profissão.
No Saco do Mamanguá as canoas eram feitas por ele, seu irmão Acácio, seu Tonico do Fundo do Saco, o Ditinho do Baixio. Só o seu João continua, mas somente faz alguma reforma de canoa pois é aposentado e já não tem forças para o trabalho mais pesado de retirada do tronco da mata.
A partir da implantação do “ parque” (Reserva Ecológica da Juatinga) em 1992, a atividade ficou mais difícil pela proibição da derrubada das árvores pelo órgão gestor(hoje Eneia). “A gente tirava alguma madeira pra canoa, mas ia assustado”. Só era permitido usar árvores caídas ou derrubadas pelo vento, pela idade, mas em geral a madeira já vinha com defeito, partes podres, etc. Até então a maioria das embarcações eram canoas a remo usadas na pesca, canoas bordadas com motor de centro para transporte, baleeiras compradas do sul, barcos a motor de centro e algumas poucas lanchas de alumínio, depois de fibra para transporte de turistas. O modo de vida já estava mudando, o pessoal trabalhando na construção civil e no transporte de veranistas/turistas. A lavoura foi desaparecendo junto com as casas de farinha, sobrando hoje somente uma ou duas. A pesca, apesar de ter diminuído, garante ainda a mistura na comida das famílias e alguma venda para restaurantes locais e visitantes. As mulheres também passaram a pescar o siri com as “fisgas” na praia ou com os “covos”, transportados em canoas e deixadas com isca para serem retirados na manhã seguinte. As mulheres também retiram a carne do siri que é vendida a restaurantes, assim como vendem ostras e mexilhões retirados das pedras das “costeiras” e vôngole retirados também pelas mulheres na maré baixa.
Futuro dos mestres e da canoa caiçara: Para seu João a canoa caiçara do Mamanguá tende a desaparecer pois os jovens não se interessam pela profissão e usam cada vez mais as lanchas de alumínio com motores maiores e mais rápidos no transporte de turistas. Alguns desses turistas, no entanto, preferem alugar os barcos de madeira com motor de centro, mais vagarosos mas que permitem apreciar a paisagem durante a viagem.
MESTRE CANOEIRO:
JOÃO FRANCISCO DO NASCIMENTO, BAIRRO DO BAIXIO, MAMANGUÁ, PARATY
IDADE: 60 ANOS, CASADO
CONSTRUTOR DE CANOA CAIÇARA E PESCADOR
Entrevistador: Antonio Carlos Diegues
Inicio da atividade de construtor de canoas com cerca de 20-25 anos, observando o Mestre Leonel, seu primo do Bairro do Cruzeiro em Mamanguá. “Só via ele trabalhá na canoa, mas não perguntava nada.” Depois começou a trabalhar na profissão com o irmão mais velho, seu Acácio, que já sabia fazer a canoa. A primeira canoa foi feita com “timbuíva” com 50-60 cm. de boca.
As madeiras mais usadas eram as de timbuíva, ingá ( a mais usada, pesada) caquera, canafístula, jequitibá (para canoas maiores, com motor), guapuruvú ( madeira leve, dura menos que as outras).
Ferramentas usadas: machado, enxó, plaina, arco de pua
Processo de produção:
1.Escolha da árvore no mato.
2.Derrubada da arvore e desgalhamento, preparo do tronco para a retirada da mata e transporte até o rancho onde se continua o feitio da canoa. O transporte é feito com a ajuda de vizinhos e parentes através do mutirão
3.Nivelamento da parte superior do tronco com machado
4.Colocação da linha de centro, fixada na proa e na popa. Coloca também duas linhas laterais, uma de cada lado, retirando a casca.
5.Prepara o “bergado” ou a “subida“ da proa e da popa.
7.Vira o tronco de bruço e cavuca o miolo do tronco
8.Para medir a espessura faz três buracos no fundo dianteiro, traseiro e meio.
9.O acabamento é feito com enxó e plaina.
Destino da canoa: quase sempre para uso próprio mas pode ser vendida se houver comprador.
Mudanças na profissão.
No Saco do Mamanguá as canoas eram feitas por ele, seu irmão Acácio, seu Tonico do Fundo do Saco, o Ditinho do Baixio. Só o seu João continua, mas somente faz alguma reforma de canoa pois é aposentado e já não tem forças para o trabalho mais pesado de retirada do tronco da mata.
A partir da implantação do “ parque” (Reserva Ecológica da Juatinga) em 1992, a atividade ficou mais difícil pela proibição da derrubada das árvores pelo órgão gestor(hoje Eneia). “A gente tirava alguma madeira pra canoa, mas ia assustado”. Só era permitido usar árvores caídas ou derrubadas pelo vento, pela idade, mas em geral a madeira já vinha com defeito, partes podres, etc. Até então a maioria das embarcações eram canoas a remo usadas na pesca, canoas bordadas com motor de centro para transporte, baleeiras compradas do sul, barcos a motor de centro e algumas poucas lanchas de alumínio, depois de fibra para transporte de turistas. O modo de vida já estava mudando, o pessoal trabalhando na construção civil e no transporte de veranistas/turistas. A lavoura foi desaparecendo junto com as casas de farinha, sobrando hoje somente uma ou duas. A pesca, apesar de ter diminuído, garante ainda a mistura na comida das famílias e alguma venda para restaurantes locais e visitantes. As mulheres também passaram a pescar o siri com as “fisgas” na praia ou com os “covos”, transportados em canoas e deixadas com isca para serem retirados na manhã seguinte. As mulheres também retiram a carne do siri que é vendida a restaurantes, assim como vendem ostras e mexilhões retirados das pedras das “costeiras” e vôngole retirados também pelas mulheres na maré baixa.
Futuro dos mestres e da canoa caiçara: Para seu João a canoa caiçara do Mamanguá tende a desaparecer pois os jovens não se interessam pela profissão e usam cada vez mais as lanchas de alumínio com motores maiores e mais rápidos no transporte de turistas. Alguns desses turistas, no entanto, preferem alugar os barcos de madeira com motor de centro, mais vagarosos mas que permitem apreciar a paisagem durante a viagem.
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Pescador do Mamanguá em sua canoa. Foto: Paulo Nogara. |
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
PARATY LANÇA CAMPANHA DE APOIO AO REGISTRO DA CANOA CAIÇARA JUNTO AO IPHAN
Dia 16 de agosto último a Secretaria de Cultura de Paraty lançou a campanha de apoio ao registro da Canoa Caiçara como bem cultural imaterial do Brasil.
Estiveram presentes os Srs. Ronaldo dos Santos, secretário de cultura; André Bazanela, chefe do Iphan de Paraty; Robson Dias Possidonio, fórum das comunidades tradicionais, de Trindade; Mestre Vítor Cardoso do Carmo, Mestre canoeiro da Trindade; Peter Santos Németh, proponente do Registro representando a APE-Associação Pescadores da Enseada e Mário Ricardo de Oliveira, Mestre rabequeiro representando a Fundart-Ubatuba; no salão nobre do paço municipal de Paraty que estava lotado.
O intuito do Registro é garantir a continuidade e a salvaguarda dos saberes e fazeres associados à construção da Canoa Caiçara que é o símbolo maior da Cultura Caiçara. A importância da Canoa Caiçara está oculta dentro do processo empírico que engloba sua confecção e seu uso na faina diária da pesca tradicional. São saberes que apenas existem na mente do Mestre e somente possíveis de serem transmitidos através da oralidade.
Apoiam esta iniciativa desde 2011, a Associação Pescadores da Enseada - APE, FUNDART - Prefeitura de Ubatuba, Nupaub-USP, Museu Caiçara de Ubatuba, APA Marinha - LN, Fundação PróTamar - Ubatuba, Instituto Costa Brasilis, União dos Moradores da Juréia, Amyr Klink Projetos Especiais, os remadores das corridas de canoas do Litoral Norte, além de vários colaboradores e admiradores da Canoa Caiçara.
A adesão de Paraty ao Registro com a criação desta Campanha de apoio veio contribuir e abrilhantar ainda mais este projeto agregando mais colaboradores e compilando informações da região sul fluminense que carecia de maior coleta de dados relacionados à Canoa Caiçara.
Aumenta assim a visibilidade sobre as questões que impedem ou prejudicam a reprodução cultural da Nação Caiçara, principalmente a defesa e o direito ao uso de seus Territórios Tradicionais ancestrais tanto em terra quanto no mar, cada vez mais ameaçados pelo ambientalismo radical que exclui o homem da natureza e pela especulação imobiliária devastadora.
Agora o Iphan deverá nos próximos anos solicitar mais estudos relacionados aos saberes e fazeres da Canoa Caiçara para delimitar ainda mais o recorte do bem a ser registrado, principalmente nos litorais sul paulista e norte paranaense, para que o Registro seja definitivamente inscrito no Livro dos Saberes.
Fontes:
http://canoadepau.blogspot.com.br/2013/01/conselheiro-do-iphan-visita-mestres.html
http://canoacaicarabrasil.blogspot.com.br/
http://fundart.com.br/fundart-prestigia-31o-festival-da-cachaca-cultura-e-sabores-de-paraty/
Estiveram presentes os Srs. Ronaldo dos Santos, secretário de cultura; André Bazanela, chefe do Iphan de Paraty; Robson Dias Possidonio, fórum das comunidades tradicionais, de Trindade; Mestre Vítor Cardoso do Carmo, Mestre canoeiro da Trindade; Peter Santos Németh, proponente do Registro representando a APE-Associação Pescadores da Enseada e Mário Ricardo de Oliveira, Mestre rabequeiro representando a Fundart-Ubatuba; no salão nobre do paço municipal de Paraty que estava lotado.
O intuito do Registro é garantir a continuidade e a salvaguarda dos saberes e fazeres associados à construção da Canoa Caiçara que é o símbolo maior da Cultura Caiçara. A importância da Canoa Caiçara está oculta dentro do processo empírico que engloba sua confecção e seu uso na faina diária da pesca tradicional. São saberes que apenas existem na mente do Mestre e somente possíveis de serem transmitidos através da oralidade.
Apoiam esta iniciativa desde 2011, a Associação Pescadores da Enseada - APE, FUNDART - Prefeitura de Ubatuba, Nupaub-USP, Museu Caiçara de Ubatuba, APA Marinha - LN, Fundação PróTamar - Ubatuba, Instituto Costa Brasilis, União dos Moradores da Juréia, Amyr Klink Projetos Especiais, os remadores das corridas de canoas do Litoral Norte, além de vários colaboradores e admiradores da Canoa Caiçara.
A adesão de Paraty ao Registro com a criação desta Campanha de apoio veio contribuir e abrilhantar ainda mais este projeto agregando mais colaboradores e compilando informações da região sul fluminense que carecia de maior coleta de dados relacionados à Canoa Caiçara.
Aumenta assim a visibilidade sobre as questões que impedem ou prejudicam a reprodução cultural da Nação Caiçara, principalmente a defesa e o direito ao uso de seus Territórios Tradicionais ancestrais tanto em terra quanto no mar, cada vez mais ameaçados pelo ambientalismo radical que exclui o homem da natureza e pela especulação imobiliária devastadora.
Agora o Iphan deverá nos próximos anos solicitar mais estudos relacionados aos saberes e fazeres da Canoa Caiçara para delimitar ainda mais o recorte do bem a ser registrado, principalmente nos litorais sul paulista e norte paranaense, para que o Registro seja definitivamente inscrito no Livro dos Saberes.
Fontes:
http://canoadepau.blogspot.com.br/2013/01/conselheiro-do-iphan-visita-mestres.html
http://canoacaicarabrasil.blogspot.com.br/
http://fundart.com.br/fundart-prestigia-31o-festival-da-cachaca-cultura-e-sabores-de-paraty/
quinta-feira, 13 de junho de 2013
MOVIMENTO PELA CANOA CAIÇARA GANHA ALIADOS
(30/05/2013)
Pelo resgate da canoa caiçara
Paraty quer valorizar a embarcação tradicional
Tradicional meio de transporte utilizado pelos paratienses, a canoa caiçara está ganhando aliados para a sua preservação. Por iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, uma reunião envolvendo os órgãos integrantes da Rede CEA - Coordenação de Educação Ambiental, discutiu nesta terça-feira (28), na sede do ICMBio, os trâmites para transformar a embarcação em Patrimônio Cultural do Brasil.
A canoa, esculpida em troncos de madeira nativa, mantém em si a memória viva caiçara. Para valorizar essa cultura, a Rede CEA vai inscrevê-la no Programa “Barcos do Brasil”, do Governo Federal que incentiva a preservação das embarcações tradicionais brasileiras.
Com o apoio da Prefeitura, a Rede planeja promover ações educativas por meio de passeios com as crianças. O primeiro deve acontecer na Ilha do Araújo.
No encontro, a Associação Cairuçu divulgou o processo de gravação do documentário sobre as canoas paratienses. Na pesquisa foi descoberto que há cinco tipos de embarcações diferentes produzidas no município.
O Instituto Náutico Paraty divulgou que vai manter a canoa à vela na Regata Internacional de Veleiros Clássicos, que acontece em agosto. A ideia é ampliar a prova, contando além dos alunos do INP, com a participação dos caiçaras.
A próxima reunião do grupo será no dia 18 de junho.

Participam da Rede CEA:
Secretaria de Educação
Secretaria de Cultura
Secretaria de Pesca e Agricultura
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente - Seduma
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMbio
Instituto Estadual do Ambiente - Inea
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan
Instituto Náutico de Paraty
Associação Cairuçu
Oju Moran
Associação Casa Azul
FONTES: http://www.paraty.com.br/noticiasparaty.asp?id=3355 em 13-06-13
http://www.cairucu.org.br/associacao/paraty/nautica-em-paraty-canoa-caicara-pode-virar-patrimonio-cultural-do-brasil/
Pelo resgate da canoa caiçara
Paraty quer valorizar a embarcação tradicional
Tradicional meio de transporte utilizado pelos paratienses, a canoa caiçara está ganhando aliados para a sua preservação. Por iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, uma reunião envolvendo os órgãos integrantes da Rede CEA - Coordenação de Educação Ambiental, discutiu nesta terça-feira (28), na sede do ICMBio, os trâmites para transformar a embarcação em Patrimônio Cultural do Brasil.
A canoa, esculpida em troncos de madeira nativa, mantém em si a memória viva caiçara. Para valorizar essa cultura, a Rede CEA vai inscrevê-la no Programa “Barcos do Brasil”, do Governo Federal que incentiva a preservação das embarcações tradicionais brasileiras.
Com o apoio da Prefeitura, a Rede planeja promover ações educativas por meio de passeios com as crianças. O primeiro deve acontecer na Ilha do Araújo.
No encontro, a Associação Cairuçu divulgou o processo de gravação do documentário sobre as canoas paratienses. Na pesquisa foi descoberto que há cinco tipos de embarcações diferentes produzidas no município.
O Instituto Náutico Paraty divulgou que vai manter a canoa à vela na Regata Internacional de Veleiros Clássicos, que acontece em agosto. A ideia é ampliar a prova, contando além dos alunos do INP, com a participação dos caiçaras.
A próxima reunião do grupo será no dia 18 de junho.


Participam da Rede CEA:
Secretaria de Educação
Secretaria de Cultura
Secretaria de Pesca e Agricultura
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente - Seduma
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMbio
Instituto Estadual do Ambiente - Inea
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan
Instituto Náutico de Paraty
Associação Cairuçu
Oju Moran
Associação Casa Azul
FONTES: http://www.paraty.com.br/noticiasparaty.asp?id=3355 em 13-06-13
http://www.cairucu.org.br/associacao/paraty/nautica-em-paraty-canoa-caicara-pode-virar-patrimonio-cultural-do-brasil/
segunda-feira, 15 de abril de 2013
REDES SOCIAIS CAIÇARAS
E já que as novas tecnologias funcionam como "buzo" moderno.
O espia escolhendo cardumes, risca o fósforo avisando pra turma iniciar o cerco.
Assim juntos , lanço a lanço, as comunidades vão repartindo seu quinhão, fortalecendo as relações.
Fio por fio, nó por nó, malha por malha, arcala por arcala, o tresmalho há muito esquecido no meio das tralhas antigas começa a ser remendado.
1 - PONTA NEGRA - PARATY - R.J. - BRASIL
2 - CORRIDA DE CANOAS - PONTA NEGRA
O espia escolhendo cardumes, risca o fósforo avisando pra turma iniciar o cerco.
Assim juntos , lanço a lanço, as comunidades vão repartindo seu quinhão, fortalecendo as relações.
Fio por fio, nó por nó, malha por malha, arcala por arcala, o tresmalho há muito esquecido no meio das tralhas antigas começa a ser remendado.
1 - PONTA NEGRA - PARATY - R.J. - BRASIL
2 - CORRIDA DE CANOAS - PONTA NEGRA
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O SER AUTÔNOMO - APRENDENDO COM OS MESTRES, A VIVER INTEGRALMENTE.
Segundo Luiz Phelipe Andrès: Tecnologia, é a capacidade de resolver problemas com um mínimo de recursos. Partindo deste princípio podem representar a mais alta tecnologia: um simples anzol, uma rede de pesca, uma canoa escavada, um remo ou mesmo o mais elementar nó de calão, todos eficazes e confeccionados praticamente do mesmo modo há milhares de anos. E o que estas tecnologias milenares podem nos ensinar num momento em que o mundo todo busca alternativas sustentáveis de sobrevivência com responsabilidade ambiental?
Do modo de vida em Cuba ao dos Estados Unidos da América, sem penetrar na relativista seara filosófica, fica claro que depende do próprio ser-humano escolher com que nível de conforto ele pretende viver e quais são as necessidades "reais" ou "supérfluas" indispensáveis para sua sobrevivência. (Essa matéria do Estadão corrobora minha ideia)
Fato inegável é que o consumismo desenfreado, gerado intencionalmente pelo sistema econômico hegemônico vigente, já ameaça nossas reservas naturais e a salubridade do planeta.
Aqueles que estão mais próximos da natureza, cujas vidas dependem tradicionalmente da integridade dos ciclos naturais já percebem a diferença. Mas e aqueles que vivem, crescem e pensam dentro da lógica das metrópoles, alienados, desenraizados, sem o contato direto com a natureza que sustenta e ensina?
E o poder político de decisão para as questões socioambientais, o poder de convencimento da televisão, as ferramentas de "marketing", as medidas de crescimento econômico; eles partem das metrópoles ou dos campos e mares? As perguntas, os impasses, já se fazem presentes, as soluções é que estão ainda muito longe de serem encontradas. Antes era possível mudar-se de um local degradado para outro ainda virgem, inexplorado, mas uma falência de recursos global precisará de decisões muito mais difíceis que o simples êxodo para ser equacionada. Um começo pode ser nos voltarmos para os modelos que até hoje obtém sucesso em garantir a sobrevivência humana de forma autônoma com a menor degradação ambiental possível. Identificar estes modelos não é muito difícil, pois ainda hoje, após milênios, em pleno século XXI eles ainda existem embora rotulados de "pobres", "camponeses", "pescadores" e "selvagens".
A população tradicional Caiçara é uma destas fontes de saber ancestral que garante a simbiose entre homem e natureza. Seus conhecimentos extremamente sofisticados, acumulados e aperfeiçoados por séculos permitem ainda hoje que aqueles que escolheram viver de forma independente e autônoma possam fazê-lo.
Para melhor compreender o modo de vida Caiçara e conhecer suas qualidades recomendo a leitura das dissertações de Ricardo "Papu" Martins Monge, através das quais podemos mergulhar no cotidiano das comunidades Caiçaras da Península da Juatinga em Paraty - R.J. e percebermos como seu relativo isolamento garantiu a preservação de saberes, usos e costumes como numa cápsula do tempo.
Do modo de vida em Cuba ao dos Estados Unidos da América, sem penetrar na relativista seara filosófica, fica claro que depende do próprio ser-humano escolher com que nível de conforto ele pretende viver e quais são as necessidades "reais" ou "supérfluas" indispensáveis para sua sobrevivência. (Essa matéria do Estadão corrobora minha ideia)
Fato inegável é que o consumismo desenfreado, gerado intencionalmente pelo sistema econômico hegemônico vigente, já ameaça nossas reservas naturais e a salubridade do planeta.
Aqueles que estão mais próximos da natureza, cujas vidas dependem tradicionalmente da integridade dos ciclos naturais já percebem a diferença. Mas e aqueles que vivem, crescem e pensam dentro da lógica das metrópoles, alienados, desenraizados, sem o contato direto com a natureza que sustenta e ensina?
E o poder político de decisão para as questões socioambientais, o poder de convencimento da televisão, as ferramentas de "marketing", as medidas de crescimento econômico; eles partem das metrópoles ou dos campos e mares? As perguntas, os impasses, já se fazem presentes, as soluções é que estão ainda muito longe de serem encontradas. Antes era possível mudar-se de um local degradado para outro ainda virgem, inexplorado, mas uma falência de recursos global precisará de decisões muito mais difíceis que o simples êxodo para ser equacionada. Um começo pode ser nos voltarmos para os modelos que até hoje obtém sucesso em garantir a sobrevivência humana de forma autônoma com a menor degradação ambiental possível. Identificar estes modelos não é muito difícil, pois ainda hoje, após milênios, em pleno século XXI eles ainda existem embora rotulados de "pobres", "camponeses", "pescadores" e "selvagens".
A população tradicional Caiçara é uma destas fontes de saber ancestral que garante a simbiose entre homem e natureza. Seus conhecimentos extremamente sofisticados, acumulados e aperfeiçoados por séculos permitem ainda hoje que aqueles que escolheram viver de forma independente e autônoma possam fazê-lo.
Para melhor compreender o modo de vida Caiçara e conhecer suas qualidades recomendo a leitura das dissertações de Ricardo "Papu" Martins Monge, através das quais podemos mergulhar no cotidiano das comunidades Caiçaras da Península da Juatinga em Paraty - R.J. e percebermos como seu relativo isolamento garantiu a preservação de saberes, usos e costumes como numa cápsula do tempo.
foto: Papu 2012.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
CULTURA CAIÇARA EM PARATY - ILHA DO ARAÚJO
O programa Good News da RedeTv, registra a realidade típica da cultura caiçara contemporânea.
A valorização de um modo de vida simples, a importância da roça e do mar na formação cultural, os valores culturais novos e antigos, os conflitos de pesca locais, as alternativas de renda a ciranda elétrica.
São três blocos que retratam este cotidiano.
Foto: Peter Santos Németh - Praia da Enseada - Ubatuba -SP
ASSISTA AQUI: 1 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264336,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro
Moradores lutaram contra o desmatamento que quase acabou com um dos principais biomas do território brasileiro. Para eles, a mata é um patrimônio a ser preservado, assim como as riquezas culturais da cidade histórica. Na Ilha do Araújo, onde fica a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, os moradores locais encontraram uma forma sustentável para a exploração do turismo local.
2 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264338,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro-2
No segundo bloco, a comunidade local mostra que é possível misturar a ciranda tradicional com a moderna. Na costa da cidade, a ciranda high tech mostra que é possível fundir o gênero tradicional com as guitarras dos mais jovens. A partir da década de 70, o setor rural perdeu força, e muitas pessoas da roça tentaram a vida com atividades ligadas à pesca.
3 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264337,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro-3
Fugindo um pouco de Paraty, saiba que a região de Abrolhos abriga o maior banco contínuo de rodolitos do planeta. São quase 21 mil km quadrados de cores e formas. Já no tem central da reportagem, as cores do belo mar de Paraty variam entre verde e azul. Alguns moradores ainda vivem como os antigos caiçaras, que trabalhavam basicamente na roça e no mar. As casas locais são, na maioria, construídas de pau-a-pique, seguindo um tradição de gerações passadas.
Fonte: http://www.redetv.com.br/jornalismo/goodnews/ em 10-maio-12.
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