É interessante notar as semalhanças entre as técnicas construtuivas de canoas indígenas brasileiras como as dos Yanomamis amazônicos, com as técnicas da europa oriental, das canoas denominadas Haabjas da região de Sooma, na Estônia. Ambas utilizam o fogo para alargar e moldar o corpo da canoa com o auxílio dos "barrotes" que são as madeiras colocadas dentro dos bordos para forçar o alargamento.
A diferença mais marcante seria a presença das "garras", (quillhas), na canoa estoniana mesmo que estas quilhas ocorram mais nas canoas marítimas, servindo para dar maior estabilidade e direção.
Enquanto que na canoa Yanomami, as garras não existem como normalmente ocorr nas canoas fluviais ou lacustres.
Assista aos vídeos em:
Haabjas 1- http://www.youtube.com/watch?v=1Y3VunqO0Cs
2- http://www.youtube.com/watch?v=3ify-3h5TFA
Yanomami 1- http://www.youtube.com/watch?v=uDX2BzUFQA4
Fontes: HAABJAS - http://www.flickr.com/photos/soomaa/2780580734/in/photostream/ em 23-set-11
YANOMAMI - http://www.youtube.com/watch?v=uDX2BzUFQA4 em 20-set-11
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
CULTURA CAIÇARA EM PARATY - ILHA DO ARAÚJO
O programa Good News da RedeTv, registra a realidade típica da cultura caiçara contemporânea.
A valorização de um modo de vida simples, a importância da roça e do mar na formação cultural, os valores culturais novos e antigos, os conflitos de pesca locais, as alternativas de renda a ciranda elétrica.
São três blocos que retratam este cotidiano.
Foto: Peter Santos Németh - Praia da Enseada - Ubatuba -SP
ASSISTA AQUI: 1 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264336,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro
Moradores lutaram contra o desmatamento que quase acabou com um dos principais biomas do território brasileiro. Para eles, a mata é um patrimônio a ser preservado, assim como as riquezas culturais da cidade histórica. Na Ilha do Araújo, onde fica a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, os moradores locais encontraram uma forma sustentável para a exploração do turismo local.
2 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264338,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro-2
No segundo bloco, a comunidade local mostra que é possível misturar a ciranda tradicional com a moderna. Na costa da cidade, a ciranda high tech mostra que é possível fundir o gênero tradicional com as guitarras dos mais jovens. A partir da década de 70, o setor rural perdeu força, e muitas pessoas da roça tentaram a vida com atividades ligadas à pesca.
3 http://www.redetv.com.br/Video.aspx?107,12,264337,jornalismo,redetvi-noticias,conheca-a-cultura-caicara-de-paraty-no-rio-de-janeiro-3
Fugindo um pouco de Paraty, saiba que a região de Abrolhos abriga o maior banco contínuo de rodolitos do planeta. São quase 21 mil km quadrados de cores e formas. Já no tem central da reportagem, as cores do belo mar de Paraty variam entre verde e azul. Alguns moradores ainda vivem como os antigos caiçaras, que trabalhavam basicamente na roça e no mar. As casas locais são, na maioria, construídas de pau-a-pique, seguindo um tradição de gerações passadas.
Fonte: http://www.redetv.com.br/jornalismo/goodnews/ em 10-maio-12.
Marcadores:
canoa caiçara,
cultura caiçara,
enseada do flamengo,
ilha do araújo,
németh,
paraty,
pesca artesanal,
praia da enseada,
sustentável,
ubatuba
quinta-feira, 10 de maio de 2012
PICINGUABA - Paula Saldanha acompanha a pesca artesanal e
abusos da pesca industrial
A pesca artesanal no litoral do
paísA pesca artesanal sempre garantiu a sobrevivência de milhares
de brasileiros nos mais de oito mil quilômetros da costa brasileira. As diversas
pressões da vida moderna têm mudado esse modo de viver característico do povo do
litoral. A degradação ambiental, a pesca industrial e a pressão urbana fecham o
cerco sobre essas populações.Vivendo ao longo do litoral brasileiro há mais de 500 anos, comunidades de pescadores sofrem com o impacto da pesca industrial e têm o estilo de vida ameaçado. Neste Expedições, Paula Saldanha e Roberto Werneck acompanham de perto a vida e os costumes dos pescadores artesanais que denunciam abusos da pesca industrial, onde grandes barcos entram em enseadas e estuários de rios, arrastando, com redes de malha fina, cardumes dos berçários naturais.
Como controlar o impacto da pesca industrial sobre os milhões de brasileiros que dependem da pesca artesanal? As políticas de conservação têm sido suficientes? Quais os problemas que provocam o desaparecimento de várias espécies de peixes e camarões em nossa costa? A pressão é grande enquanto o que se pesca diminui. As propostas e o apelo dessas populações que desde sempre contam o doce viver no mar.
O programa ainda mostra o belíssimo litoral sul da Bahia, o litoral norte do Rio de Janeiro e o norte de São Paulo: praias paradisíacas, pequenas comunidades pesqueiras, um estilo de vida de baixo impacto ambiental e um jeito leve e cuidadoso com a natureza.
ASSISTA EM: https://www.youtube.com/watch?v=QO9Q2BtxN3w&list=PL47A10ABFC600C883
Fontes: http://tvbrasil.ebc.com.br/expedicoes/episodio/pesca-artesanal
e https://www.youtube.com/user/canoacaicara?feature=mhee
Marcadores:
arrasto,
canoa caiçara,
conflito pesqueiro,
lelinho,
pesca artesanal,
peter santos nemeth,
picinguaba,
seu pú,
traineira,
ubatuba
sábado, 5 de maio de 2012
GLOBO MAR EXIBE MARICULTURA DO LITORAL NORTE EM JUNHO
Dias 10 e 11 de abril passado a equipe do programa Globo Mar esteve em visita à Ubatuba para retratar o cotidiano dos pescadores caiçaras locais em sua faina pesqueira.
O roteiro das visitas foi elaborado por Peter Santos Németh que trabalha a quase 10 anos juntos aos pescadores tradicionais do litoral norte de São Paulo e atualmente elabora pesquisa sobre o assunto.
Foram visitadas as comunidades da Praia da Enseada e da Vila de Picinguaba.
Assita aqui: http://g1.globo.com/platb/globomar/2012/06/15/paglia-mostra-belezas-e-historias-do-litoral-norte-de-sp/
Na Enseada o Parque Aquícola Enseada do Flamengo, que integra o Plano Local de Desenvolvimento da Pesca e Maricultura Sustentáveis (PLDPMS) foi visitado pela equipe do apresentador e jornalista Ernesto Paglia que mostrou a pesca com Cerco Flutuante que está sendo regularizada pela APA Marinha do LN,http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=37831, o cultivo experimental de Kapafícus (alga marinha) em parceria com a Prefeitura Ubatuba, SMAPA e Instituto de Pesca http://www.pesca.sp.gov.br/noticia.php?id_not=7593 e a mitilicultura ou cultivo de mexilhões http://www.rbma.org.br/mercadomataatlantica/ficha_0114.asp
.

Depois, seguimos rumo a Vila de Picinguapa onde pernoitamos e no dia seguinte seguimos para a Ilha das Couves junto com o s maricultores locais que tocam o Projeto Vieiras junto com a EcoAssociação. http://www.ecoassociacao.org.br/
Este projeto é muito bonito assim como o local que é paradisíaco, e as vieiras estão enormes e deliciosas, vale a pena visitar.
O roteiro das visitas foi elaborado por Peter Santos Németh que trabalha a quase 10 anos juntos aos pescadores tradicionais do litoral norte de São Paulo e atualmente elabora pesquisa sobre o assunto.
Foram visitadas as comunidades da Praia da Enseada e da Vila de Picinguaba.
Assita aqui: http://g1.globo.com/platb/globomar/2012/06/15/paglia-mostra-belezas-e-historias-do-litoral-norte-de-sp/
Na Enseada o Parque Aquícola Enseada do Flamengo, que integra o Plano Local de Desenvolvimento da Pesca e Maricultura Sustentáveis (PLDPMS) foi visitado pela equipe do apresentador e jornalista Ernesto Paglia que mostrou a pesca com Cerco Flutuante que está sendo regularizada pela APA Marinha do LN,http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=37831, o cultivo experimental de Kapafícus (alga marinha) em parceria com a Prefeitura Ubatuba, SMAPA e Instituto de Pesca http://www.pesca.sp.gov.br/noticia.php?id_not=7593 e a mitilicultura ou cultivo de mexilhões http://www.rbma.org.br/mercadomataatlantica/ficha_0114.asp
.
Depois, seguimos rumo a Vila de Picinguapa onde pernoitamos e no dia seguinte seguimos para a Ilha das Couves junto com o s maricultores locais que tocam o Projeto Vieiras junto com a EcoAssociação. http://www.ecoassociacao.org.br/
Este projeto é muito bonito assim como o local que é paradisíaco, e as vieiras estão enormes e deliciosas, vale a pena visitar.
O Progama será exibido dia 14 de Junho perto da meia noite na Globo, e será o último episódio da temporada 2012. Agradecemos imensamento a todos os pescadores e maricultores que ajudaram nas gravações e também os parceiros da Maricultura Paulista, AMESP, ECOASSOCIAÇÃO, APE, SMAPA-PMU, INSTITUTO DE PESCA, APA MARINHA LN, MARINHA DO BRASIL, SPU, MPA, CETESB.
Marcadores:
bérgamo,
canoa caiçara,
cerco flutuante,
giraud,
maricultura,
németh,
pescadores da enseada,
picinguaba ernesto paglia,
praia da enseada,
ubatuba,
vieiras
quinta-feira, 26 de abril de 2012
A CANOA CAIÇARA E SUA IMPORTÂNCIA MATERIAL E SIMBÓLICA
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Hoje, com a gentileza do caiçara Eduardo Souza e do Luiz Moura (O guaruçá), faço questão de apresentar este belo texto sobre a canoa caiçara. Aos dois, os meus sinceros agradecimentos e um grande abraço. Em tempo: não consegui anexar a imagem do Ubatuba Víbora. Ainda bem que o Júlio Mendes tem muitas imagens de canoas (e todas são belas!).
Talvez pela simplicidade, talvez por ser primitiva - neste mundo ansioso de novidades tecnológicas, confortáveis e fugazes -, a canoa é para mim algo belo, uma obra de arte. Fui levado a refletir sobre o tema ao deitar os olhos na foto da canoa que encima as páginas do Ubatuba Víbora, do amigo Sidney Borges. A canoa em terra, na areia da praia, solitária, à espera do dono e, diante de si, o mar... Belíssima foto!
O homem vê na árvore a canoa e, então, a transforma. O que era uma árvore, um Angelim no meio da mata, transforma-se, vira utensílio, instrumento, humaniza-se, torna-se mundo. A intimidade do homem com a canoa, que se torna extensão de seu corpo, de sua alma, que participa de sua história. Quando na solidão do mar, em terra, a mulher, os filhos, os amigos esperam que ela não falhe em trazer de volta o pescador que a navega, e a canoa, então, encarna a esperança. É ela que faz com que o mar, enquanto dificuldade, obstáculo, desafio, se torne possibilidade e colabore também na formação do modo-de-ser caiçara desse homem.
Na vida da maioria dos ubatubanos não há pelo menos uma história em que não esteja presente uma canoa. Nos meus tempos de infância, ela servia como veículo (além do uso na pesca) de transporte corriqueiro para os caiçaras do norte e do sul do município. A canoa é também fazedora de reminiscência. Tenho na memória duas canoas: a Mirim (acho que já escrevi sobre ela aqui no O Guaruçá), que meu pai me deu de presente bem antes de eu aprender a andar. Uma pequena canoa de guapuruvu. Arisca que só ela. Boa parte de minha infância e adolescência foi a bordo dessa canoinha, subindo e descendo o rio Grande da cidade. A outra, uma velha canoa, era a que meu pai, juntamente com alguns amigos dele, nos finais de semana, me levava para pescar com rede de arrasto na baía da cidade, na Praia do Cruzeiro. Ia na proa, deitando a rede ao mar aos poucos, sincronizado à velocidade da canoa. Meu velho, na popa, remava. Lançada a rede, em semicírculo, retornávamos à praia onde já nos esperavam para começar a puxada da rede com cordas feitas de imbé. Quando terminava a pescaria, subíamos a canoa, rolando-a sobre tocos de madeira até o rancho onde ela permaneceria esperando o próximo final de semana. Era pesca de lazer para meu pai e seus amigos. Para mim, sair de canoa com meu pai, momentos mágicos, inesquecíveis. Lembrar de uma canoa é também lembrar-me do meu velho, meu primeiro e maior amigo. Que Deus o tenha.
Nota do Editor: Eduardo Antonio de Souza Netto é caiçara, 60, prosador (nas horas vácuas) de Ubatuba, para Ubatuba et orbi.
Hoje, com a gentileza do caiçara Eduardo Souza e do Luiz Moura (O guaruçá), faço questão de apresentar este belo texto sobre a canoa caiçara. Aos dois, os meus sinceros agradecimentos e um grande abraço. Em tempo: não consegui anexar a imagem do Ubatuba Víbora. Ainda bem que o Júlio Mendes tem muitas imagens de canoas (e todas são belas!).
Talvez pela simplicidade, talvez por ser primitiva - neste mundo ansioso de novidades tecnológicas, confortáveis e fugazes -, a canoa é para mim algo belo, uma obra de arte. Fui levado a refletir sobre o tema ao deitar os olhos na foto da canoa que encima as páginas do Ubatuba Víbora, do amigo Sidney Borges. A canoa em terra, na areia da praia, solitária, à espera do dono e, diante de si, o mar... Belíssima foto!
Tenho
um depoimento do Baeco, fazedor de canoas. É um
artista. Eis trechos do que ele diz: “A construção de canoa começa
pela escolha da melhor madeira, mas a famosa mesmo
é o Cedro. Depois vem a Timbuíba, o
Ingá, o Bracuí... o Loro, o Guapuruvu e o Angelim. O Angelim tem três tipos: Angelim Amargoso, Angelim
Gisara e o Angelim Pedra. Estas três
são boas pra canoa. Esta é a madeira que a gente garante.” (...) ”Madeira a gente escolhe a lua, sim; agora,
não precisa ser uma minguante de
inverno; qualquer minguante é boa.” (...) ”A gente sabe a árvore que vai dar boa canoa no olho, primeiro o olho...
Você bate o olho, vai, erra centímetros, e o tamanho é a boca da canoa”
(...) ”O comprimento a gente se baseia
na boca, na largura da boca, tá? Normalmente é sete vezes um, sete por uma. Sete vezes a largura da boca é
o comprimento da canoa.” (...) ”Se ela,
por exemplo, tem sessenta centímetros de boca, sete vezes seis quarenta e dois, então a canoa
normalmente vai ter quatro metros e vinte centímetros.” (...) ”Pra medir no mato
a gente tem uma mania: põe uma vara em
direção à árvore antes do corte e aí sai com exatidão. A gente põe a vara lá na direção que vai ser o meio
da canoa, e olha de longe e calcula.
Porque tem a posição da boca, porque olhando na árvore você vê o lado melhor para a boca. Você olha tem um
lado que é ‘selado’ e tem o outro que é
mais ‘jeitoso’ para fazer a boca da canoa. A gente mede naquele lado. Com a vara faz uma cruz. Um
olha de longe e vê o que está sobrando.
Você vê com exatidão, porque a madeira é roliça. O outro, de longe, olha, aí você empurra pra lá, empurra
pra cá, até saber o centro direitinho.
Aí tira a grossura da casca, tira um pinguinho menos, e você tira o tamanho
certo; aí sai exato, centímetro certo...”
O homem vê na árvore a canoa e, então, a transforma. O que era uma árvore, um Angelim no meio da mata, transforma-se, vira utensílio, instrumento, humaniza-se, torna-se mundo. A intimidade do homem com a canoa, que se torna extensão de seu corpo, de sua alma, que participa de sua história. Quando na solidão do mar, em terra, a mulher, os filhos, os amigos esperam que ela não falhe em trazer de volta o pescador que a navega, e a canoa, então, encarna a esperança. É ela que faz com que o mar, enquanto dificuldade, obstáculo, desafio, se torne possibilidade e colabore também na formação do modo-de-ser caiçara desse homem.
Na vida da maioria dos ubatubanos não há pelo menos uma história em que não esteja presente uma canoa. Nos meus tempos de infância, ela servia como veículo (além do uso na pesca) de transporte corriqueiro para os caiçaras do norte e do sul do município. A canoa é também fazedora de reminiscência. Tenho na memória duas canoas: a Mirim (acho que já escrevi sobre ela aqui no O Guaruçá), que meu pai me deu de presente bem antes de eu aprender a andar. Uma pequena canoa de guapuruvu. Arisca que só ela. Boa parte de minha infância e adolescência foi a bordo dessa canoinha, subindo e descendo o rio Grande da cidade. A outra, uma velha canoa, era a que meu pai, juntamente com alguns amigos dele, nos finais de semana, me levava para pescar com rede de arrasto na baía da cidade, na Praia do Cruzeiro. Ia na proa, deitando a rede ao mar aos poucos, sincronizado à velocidade da canoa. Meu velho, na popa, remava. Lançada a rede, em semicírculo, retornávamos à praia onde já nos esperavam para começar a puxada da rede com cordas feitas de imbé. Quando terminava a pescaria, subíamos a canoa, rolando-a sobre tocos de madeira até o rancho onde ela permaneceria esperando o próximo final de semana. Era pesca de lazer para meu pai e seus amigos. Para mim, sair de canoa com meu pai, momentos mágicos, inesquecíveis. Lembrar de uma canoa é também lembrar-me do meu velho, meu primeiro e maior amigo. Que Deus o tenha.
Nota do Editor: Eduardo Antonio de Souza Netto é caiçara, 60, prosador (nas horas vácuas) de Ubatuba, para Ubatuba et orbi.
Fonte: José Ronaldo dos Santos, Caiçara de Ubatuba (SP-BR), preocupado em registrar
coisas do nosso povo para que outros em http://coisasdecaicara.blogspot.com.br/2012/02/canoa-caicara.html
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Canoa Caiçara e seu uso na pesca do cerco flutuante.
A Canoa Caiçara é fundamental na pesca com cerco flutuante.
Sua facilidade de manejo, e versatilidade no uso a tornaram insubstituível.
Ela é usada como recipiente para o tingimento da rede do cerco com a tinta extraída da casca de certas árvores especiais como o jacatirão, o mangue, o pau abóbora, a aroeira e outras.
Abaixo a foto de uma canoa da Picinguaba com a rede recém tingida.
A turma do cerco da Picinguaba retirando a rede tingida da canoa para secar ao sol.
Na praia da Enseada, a equipe do programa Globo Mar, registra o uso da Canoa Caiçara na pesca do cerco flutuante. Os pescadores da Enseada arriaram o cerco acompanhados do repórter Ernesto Paglia.
Duas horas depois foi feita a "visita do cerco" ou despesca, e foram capturados perto de 60 kg de peixes entre sororocas e bonitos baquara.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
GLOBO MAR PRESTIGIA O FEITIO DA CANOA CAIÇARA
Em apenas 3 horas ele mostrou o passo a passo do feitio de uma Canoa Caiçara, desde o tronco até o acabamento grosso, sendo atentamente acompanhado pela equipe de filmagem capitaniada pelo jornalista e apresentador Ernesto Paglia e pela produtora executiva Adriana Caban.
Este é mais um passo em busca do reconhecimento deste saber tradicional genuinamente Caiçara como patrimônio imaterial brasileiro, para garantir sua perpetuação.
Assinar:
Postagens (Atom)
