segunda-feira, 30 de julho de 2012

CORRIDA DE CANOAS ENSEADA 2012 - UBATUBA

Finalmente o sol deu as caras durante a 3a Corrida de Canoas Pescadores da Enseada.
Após dois anos consecutivos de muita chuva, a festa ficou completa.
Foram 6 provas nas categorias masculino, feminina e aprendiz e mais de 40 inscritos.
Tivemos o apoio da Pousada Maanaim que ofereceu um delicioso almoço aos remadores, do Projeto Tamar-Ubatuba que promoveu a soltura de tartarugas e premiou os ganhadores, prefeitura de Ubatuba através da Secretaria de pesca e obras, Fundart, pousada Maravista e Farmarys manipulação que ofereceu os Biotônicos.
Este ano foram homenageados o Sr. Élvio Damásio, caiçara tradicional e o narrador oficial das corridas de canoas de Ubatuba, o Sr. Alaor Guedes Sampaio, motorista responsável pelo caminhão que transporta as canoas das comunidades até o local da corrida e o Sr. Roberto Prochaska, que completou 70 anos "de praia".
Foram também comercializados mexilhões produzidos pelos caiçaras locais em suas fazendas marinhas de modo sustentável a preços promocionais.

Assista mais em:  http://youtu.be/MkKJD9qhsgY
                             http://youtu.be/GUU3X2hm_8o



                                                                                                                                 foto: Zsolt Németh


Sr. Elder dos Santos Giraud, caiçara e maricultor manipulando os mexilhões de cultivo sustentáveis.
 foto: Peter Santos Németh

foto: Peter Santos Németh


Sr. Alaor, sendo homenageado.
 foto: Lilian Prochaska


Sr. Élvio recebendo os agradecimentos de todos os remadores.
 foto: Lilian Prochaska


quinta-feira, 5 de julho de 2012

CANOA CAIÇARA "MARIA COMPRIDA" COMEMORA 40 ANOS

Dia 1º de julho último, um domingo de corrida de canoas da 89ª Festa de São Pedro Pescador em Ubatuba, a canoa Maria Comprida, construída de um tronco de louro pelos maiores mestres canoeiros do nosso litoral, o Sr. Agrício Néri Barbosa, e seu filho Manoel (Baéco) em 1972, voltou a navegar suas linhas graciosas em comemoração dos seus 40 anos de existência.
Para quem não conhece sua história,  ela  foi construída especialmente para as corridas de canoas entre as cidades de Ubatuba e São Sebastião, na categoria cinco remadores. A árvore que originou a famosa canoa, foi encontrada na curva da batata na rodovia Oswaldo Cruz que liga Taubaté à Ubatuba, pelo caçador Vergílio Alexandre. O acabamento e a pintura da canoa foram feitos pelo Sr. Dito Balbino, do bairro da Estufa, ela tem 9,20 metros de comprimento, apenas 82 cm de "boca", pesando aproximadamente 200 quilos.

Na comemoração de seus 40 anos, a canoa foi conduzida por remadores representando as praias de ubatuba: Joanilson da Praia da Justa, "Xico" Parú da Praia da Enseada, Dionísio e Nelsinho da Barra Seca, Seu Domingos da Praia das Sete Fontes e Marta do Centro.
Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=4543Vbb3Bm8&feature=plcp


                                                            foto: Cristina Prochaska

Para esta ocasião a Maria Comprida foi totalmente restaurada pelo canoeiro Renato Bueno, filho do Seu Domingos da Sete Fontes, que colocou vários pedaços novos em seu bojo, esculpidos no enxó e colados com araltec e serragem,  numa técnica chamada sobrenício.

                                                        foto: Lilian Prochaska Németh

Em 1973, no dia 1º de junho, pela primeira vez aconteceu a "Jornada Marítima Ubatuba-Santos", uma prova com percurso longo, com cinco remadores, porém sem caráter de competição. Mais uma vez, o grande incentivador foi o professor Joaquim Lauro. Comandada por Artur Alexandrino dos Santos, a Maria Comprida foi rasgando as águas com os remos de Carlos Alves de Morais (Carrinho), João Correa Leite (Jango), Antonio Barroso Filho (Barrosinho) e Nilo Vieira, rumo à Santos. Os cinco remadores faziam parte do Esporte Clube Itaguá.
Percurso, de aproximadamente 215 quilômetros em linha reta, idealizado para lembrar um fato da história do Brasil, a Paz de Iperoig, assinada em 14 de setembro de 1563. Antes de ser estabelecida a paz entre os índios e os portugueses, os índios de nossa região se uniram para combater os portugueses no que foi denominado "Confederação dos Tamoios", quando então, comandados por Cunhambebe, se deslocavam principalmente até Bertioga nesse tipo de canoa. Em comemoração aos 410 anos da Paz de Iperoig, foi realizada a viagem da canoa Maria Comprida de Ubatuba a Santos.

A saída da Maria Comprida foi no dia 1º de junho, às 4h 45min, tripulada pelos cinco remadores, em frente à Capela Nossa Senhora das Dores no Itaguá, chegando em São Sebastião às 13h05 do mesmo dia. De lá saíram às 04h15, chegando em Bertioga às 14h45 do dia 2 de junho. De Bertioga continuaram a viagem, saindo às 06h30 e chegando finalmente à Santos às 10h15 do dia 3 de junho, atracando na Ponta da Praia, em frente ao Clube de Regatas Saldanha da Gama.

Em 1975, a Maria Comprida volta ao mar para fazer a trajetória Ubatuba-Parati, cidade sul fluminense, com o objetivo de incentivar remadores da região para participarem das corridas de canoa realizadas em Ubatuba. Tripulada por Artur, Carrinho, Salvador Mesquita dos Santos, Barrosinho e João Grande, Maria Comprida deixou a cidade às 05h35 e às 17h15 estava atracando em um pequeno porto ao lado da Igreja Matriz de Parati.

Anos mais tarde, o Tamoios Iate Clube adquiriu a canoa, já bastante danificada, e posteriormente o Comodoro José de Magalhães Netto cedeu a Maria Comprida à FUNDART. Em agosto de 1997, a canoa finalmente foi restaurada e no dia 15 do mesmo mês a doação foi oficializada, ficando a Maria Comprida em exposição no Centro de Informações Turísticas na Avenida Iperoig. Nesse mesmo dia, os remadores foram homenageados pela FUNDART e pela Prefeitura Municipal de Ubatuba.

QUE VENHAM MAIS 40 ANOS DE HISTÓRIA!!

fonte: http://www.ubaweb.com/ubatuba/esportes/index_esp_masc.php?espo=canoamc, acesso em 3/07/12

Atualizado em 27 de julho de 2016:
Completando sua história, a canoa Maria Comprida conduziu a tocha olímpica nas águas da Enseada de Ubatuba. Empunhada na proa pelo Nelson da Barra Seca, outros três remadores e uma remadora ubatubanos, entre eles Seu Domingos das Sete Fontes e Edinho do Ubatumirim na popa.
Foto: Irismar Clarindo Silva Clarindo
Foto: Luiz Correia



quarta-feira, 27 de junho de 2012

SER CAIÇARA: UMA CIÊNCIA ECOLÓGICA.


As práticas tradicionais são hoje reconhecidas por parte da comunidade científica como sustentáveis e de certo modo possuidoras de valor científico.

Para Sanches, dois dos aspectos que fundamentam os pressupostos políticos-ambientais a favor da permanência de determinados grupos em áreas protegidas são: ... [o] conhecimento inerente de suas experiências ancestrais sobre a ecologia das espécies e tipos de tecnologia apropriada que lhes permitiram se adaptar e reproduzir-se cultural e materialmente;... pela existência de uma relação de equilíbrio entre as práticas de manejo e o meio ambiente e de mecanismos culturais conservacionistas que impediriam a depleção dos recursos naturais em níveis comprometedores à manutenção dos mesmos. As populações tradicionais seriam, portanto, responsáveis inclusive pela preservação da biodiversidade.(1997: 27) (ADAMS, 2000:161).


Sobre este aspecto, Lúcia Helena Cunha postulou:

A importância das sociedades tradicionais aparece também no pensamento de Vieira (1995, p. 304) afirmando que suas lições nos processos de apropriação, uso e gestão de recursos renováveis litorâneos, podem se constituir em pontos de referências relevantes na construção da proposta de gestão patrimonial. Para ele, [...] se o respeito pelo uso sustentado dos recursos tornar-se algo compartilhado pela comunidade, aumenta as chances de êxito de formas de gestão capazes de favorecer o alcance simultâneo de uma distribuição mais eqüitativa da riqueza gerada e de aumento das margens de sustentabilidade dos recursos da comunidade”. Nessa direção, preocupado com os processos que tendem a desarticular as formas tradicionais de organização da pesca artesanal, esse autor coloca que: “em termos concretos caberia empreender, num primeiro momento, a diversificação do potencial dos recursos existentes em cada micro-região litorânea, em sintonia com a valorização de formas tradicionais detida pelo pescador” (Vieira, 1995, p. 306-312). Assim, esse conhecimento ungido de diálogos e duelos com os próprios movimentos da natureza deve ser atualizado, restaurado e revigorado para a sua própria permanência no tempo; em particular em face da premência de novos paradigmas de uso sustentável dos recursos naturais que, sem abstrair a importância do conhecimento tradicional das comunidades pesqueiras nas localidades pesquisadas, deve colocar em outro patamar as suas condições de vida. (CUNHA, 2008:10).

BIBLIOGRAFIA:
ADAMS, Cristina. “As populações caiçaras e o mito do bom selvagem: a necessidade de uma nova abordagem interdisciplinar”. Revista de Antropologia, vol.43, n.1, São Paulo, 2000. Consulta na internet, endereço http://www.scielo.br/pdf/ra/v43n1/v43n1a04.pdf, em 20 de abril de 2012
CUNHA, Lúcia Helena de Oliveira. Diálogo de saberes entre tradição e modernidade: ordens e desordens. 26ª. Reunião Brasileira de Antropologia 2008 Porto Seguro, Bahia, Brasil p. 18. Consulta na internet, endereço http://www.abant.org.br/conteudo/ANAIS/CD_Virtual_26_RBA/grupos_de_trabalho/trabalhos/GT%2021/lucia%20helena%20de%20oliveira%20cunha.pdf, em 20 de abril de 2012.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

CORRIDA DE CANOAS CAIÇARAS 2012, ENSEADA-UBATUBA

Mais uma vez temos a honra de convidar a todos os amigos da Canoa Caiçara para a III Corrida de Canoas - Pescadores da Enseada, 2012.
Este ano além das tradicionais provas de 1, 2 e 3 remos, também estaremos promovendo a super-oferta de inverno do nosso mexilhão de cultivo que será vendido "in natura" com 50% de desconto.  

Veja como chegar no link ao pé da página




fotos:  Marcelo Ambrogi e Janaína Zimmermann 
Praia da Enseada - Ubatuba

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DOCUMENTÁRIO "CANOA CAIÇARA" REGISTRA O UNIVERSO DA CANOA DE UM SÓ PAU

Dentro do projeto Com Quantas Memórias se Faz uma Canoa, foi realizado o documentário Canoa Caiçara que de maneira poética registra o universo material e simbólico dos pescadores artesanais de canoa a remo.
A importância da canoa como veículo que carrega em suas linhas habilmente entalhadas por poucos mestres canoeiros ainda em atividade em Ubatuba, São Paulo, é capturada por depoimentos de vários mestres, Seu Domingos da Sete Fontes e seu Filho Renato Bueno, Maximiliano do Cambury, Seu Filhinho da Picinguaba, Seu Gino da Barra Seca e Nélio, e o grande mestre do litoral norte o Baéco, filho do Seu Agrício Neri Barbosa do Ubatumirim, o mais renomado mestre canoeiro da região.


Foto: Peter Santos Németh - Ico/Enseada

De modo quase didático, o diretor Luiz Bargmann extrai naturalmente destes mestres, técnicas empíricas que só podem ser passadas de geração em geração através da oralidade.
O vídeo completo está disponível no endereço:
http://www.fau.usp.br/intermeios/pagina.php?id=43
Atualmente o modo de fazer da canoa caiçara e os saberes e fazeres dos Mestres Canoeiros estão em fase de registro junto ao IPHAN para serem reconhecidos como Bem Cultural Imaterial Brasileiro.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CULTURA CAIÇARA ALCANÇA O MUBE PELAS LENTES DE CRISTINA PROCHASKA

Estará no MuBE, (Museu Brasileiro de Escultura), de 23 de maio a 2 de junho a exposição PHOTO GRAPHIAS de Cristina Prochaska.

Cristina neste trabalho mostra detalhes das embarcações dos caiçaras, canoas e barcos de pesca compondo com as cores, formas e curvas imagens quase abstratas.

Muitas imagens expostas no MuBE foram captadas nas areias da Praia da Enseada em Ubatuba-SP onde a família de Cristina construiu um grande vínculo desde os anos 50, convivendo integrada com a comunidade de pescadrores caiçaras locais.

Algumas fotos mostram a beleza dos remos caiçaras, esculpidos com maestria pelos pescadores caiçaras. A forma do remo caiçara é uma herança indígena, que os usavam também como lança.

Remo esculpido em guacá, por Maximiliano do Cambury.

“Sou apaixonada por esculturas flutuantes, talhadas artesanalmente, e homens e mulheres que tiram do mar seu sustento. Essa gente é minha inspiração, tenho muito respeito e admiração por esse povo”, explica Cristina. Para ela, a máquina e um par de lentes na bolsa são suficientes. “Fechei o foco, o plano, busquei as formas, cores e texturas sólidas, marcadas pelo tempo e pela água salgada. Foi um desafio interessante tirar o ‘Mar’, o fundo infinito natural desses objetos fascinantes – os barcos, verdadeiras esculturas flutuantes.”


Remo esculpido em canelinha por Pedro Costa, da Ilha Vitória.


"PHOTO GRAPHIAS", DE CRISTINA PROCHASKA
QUANDO
: de 23/5 a 2/6; de ter. a dom., das 10h às 19h
ONDE: MuBE (av. Europa, 218, São Paulo, tel. 11 2594-2601)
QUANTO: entrada gratuita


fonte: http://mube.art.br/expos/photo-graphias/
fotos: Peter Santos Németh

quinta-feira, 17 de maio de 2012

REGISTRO DA PAISAGEM CAIÇARA - A PINTURA E O SKATE DE CRISTIANO MENDES

Eternizando o planeta contemporâneo!

"Relatar o que os olhos podem ver... eternizar o presente... lugares que ao futuro não pertencerão! O mundo em mutação... retratos fiéis, paradisíacas paisagens, de um lugar chamado Ubatuba... de um jovem artista caiçara... Cristiano Mendes.”

                                Mais telas em: http://www.flickr.com/photos/cristianomendes/

Caiçara, o jovem artista plástico Cristiano Vieira Mendes, nasceu no centro do município de Ubatuba. A veia artística é hereditária: seu pai D’Águas já deixou sua marca por toda a cidade. Desde muito pequeno, Cristiano gostava de pincelar. Na adolescência, acompanhava seu pai nos trabalhos de pintura de letreiros em muros, adquirindo intimidade com pincéis, tintas e grandes painéis. Aos 17 anos, resolveu ousar e pintou sua primeira tela “Marinha”, retratando os barcos da Barra. Ele diz que, quando iniciou, seu trabalho tinha traços primitivistas e que quase sempre pintava imagens reproduzidas por sua imaginação. A paixão pela arte tomou conta de seu ser, assim resolveu ir em busca de técnicas, pois no início pintava com látex sobre eucatex. Foi quando procurou orientação do artista plástico e professor Pauli Gil. Com o tempo, ele passou a pintar em óleo sobre tela e desenvolveu sua própria técnica descobrindo também sua verdadeira linha: a arte classificada com hiper-realismo, ou seja, cópia perfeita do real. Cristiano tira fotos da paisagem e passa a retratá-las fielmente em suas cores e formas. Uma das suas características quase sempre são telas de grande dimensão; no geral, medem 1,20 x 90 a 1,70 x 90, confeccionadas pelo próprio artista. Uma obra para ficar pronta dura em média de uma a duas semanas. Ele disciplinou-se em seu trabalho e o faz de quatro a cinco horas diárias, sempre na parte da manhã em função da luz solar. Cristiano sempre sonhou em fazer uma faculdade, onde pudesse especializar-se, porém a dificuldade financeira não permitiu por momento realizar este sonho, assim ele transformou-se em um grande autodidata, e agora está buscando novas experiências, surgindo figuras de natureza morta, animais e flores.
O artista sabe que tem muito para aprender, pois ainda é muito jovem, porém é muito dedicado no que faz e mostra-se bem maduro em relação a arte. Ele já participou do Mapa Cultural do Estado de São Paulo, do Mapa Cultural do Banco Itaú e diversas exposições coletivas na Fundart. Através do estilista e apresentador Clodovil, que adquiriu duas telas suas, teve uma delas exposta no programa de televisão Band e outra na Rede Mulher. Cristiano, como todos os artistas locais, lamenta não ter um espaço coletivo para que todos possam trabalhar, além de ser um atrativo para os turistas que teriam um endereço certo. Ele diz: “Infelizmente, falta incentivo cultural!”.

Cristiano revela: “Eu optei por retratar imagens que eu sei que no futuro não estarão mais assim. Esta é a única chance das pessoas saberem o mundo belo em que ainda vivemos”.

Prêmios: Menção Honrosa - 23o Salão de Arte ACSP Pinheiros 2010. "Pescando o Futuro"
              Prêmio Aquisição - 9º Salão Nacional de Belas Artes de Ubatuba 2011. "O Resgate da Arte"
assista em: http://www.youtube.com/watch?v=QoCtY2g_Fgw

Artista Plástico nascido em Ubatuba-SP. Realiza trabalhos de paisagem em óleo sobre tela que retratam cenas cotidianas da Cultura Caiçara.
Muito influenciado pelo mar, canoas e barcos que fizeram parte de sua infância ao lado de seu avô Zé Capão, notável pescador artesanal da Região.
Ao mesmo tempo possui grande plasticidade para desenvolver outros temas como natureza morta, flores, animais e abstratismo também.
Em 1998 foi destaque na televisão ao pintar a Praia do Promirim que fez parte da cenografia do Programa do apresentador Clodovil Hernandes, o qual considera seu padrinho artistístico.
O realismo de suas pinceladas já foi destaque em Salões de Artes Plásticas do Litoral Norte de SP, resultando em premiações relevantes (Ilha Bela e Ubatuba).
Cristiano Mendes também agita a cena do skate no município de Ubatuba, onde coordenou a Escolinha de Skate.

fontes: http://www2.uol.com.br/jornalasemana/edicao186/cultura.htm
http://www.flickr.com/people/cristianomendes/
http://www.ubatuba.sp.gov.br/noticias/view.php?id=1213
http://www.fundart.com.br/Destaques/9o-salao-nacional-de-belas-artes-de-ubatuba-exposicao-aberta-ate-o-dia-06-de-novembro.html